Apenas um texto

Achei que esse ano terminaria com lições sobre ganhar, não sobre perder. Acontece que entrei em 2013 com o pé direito, chutando bundas e abraçando novos rostos. Achei que era um ano sobre fortalecimento de relações, sobre ganhos e realizações pessoais. E aqui estou em dezembro, de um ano recheado de perdas, inclusive da capacidade de confiar nas pessoas, e daquela segurança de se jogar de cabeça no que parece promissor a primeira vista. Não que isso seja ruim, porque não é. Isso é o que eu chamo de crescer, que acontece num processo dolorido mesmo. 
Aprendi, nesse ano ímpar, que é preciso se relacionar com quem tem objetivos na vida, com quem tem brilho próprio e sabe que o mundo já é cão o suficiente para comportar um enredo de novela mexicana. Descomplicar é o verbo, quem não o usa precisa ser descartado de cara para não dar nenhum tipo de dor de cabeça posterior, sabe? Às vezes a gente precisa perder a vergonha boba, dançar até cair, cantar até perder a voz, ter queimaduras solares pela primeira vez, sentir o que sentia normalmente quando era uma pessoa espontânea, correr por um campo de futebol para tentar ficar cansada, enxergar perfeitamente sem os óculos e perder o pudor na frente de todos. Pra perceber que aquele verde tão bonito passou despercebido por conta de complicações e estigmas. Que todos os meus estigmas caiam esse ano, assim como todas as máscaras ao meu redor fizeram em 2013. 2014 virá, não sei com qual teor, além daquele verde e amarelo forçado pelo tema futebolístico que a mídia nos enfia goela abaixo. Mas pode vir quente, porque não tô fervendo, tô é preparada e racional pra retribuir os socos que a vida me deu nesses últimos 12 meses. -


Credito: Jubilando